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Mato Grosso tem apenas um ponto de bloqueio

Força de Segurança irá reforçar policiamento e ainda apreender caminhões, colheitadeiras e tratores que estão bloqueando a passagem dos veículos
Caroline Rodrigue | GCom-MT

Mayke Toscano/GCom-MT
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As forças de segurança vão reforçar o policiamento para garantir a desocupação das rodovias da região Norte de Mato Grosso. Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública, os manifestantes permanecem obstruindo a pista apenas em Lucas do Rio Verde. No restante do estado, o fluxo segue normalmente. Ainda há grupos reunidos nas proximidades das vias em Sinop, Guarantã do Norte e Matupá, porém já estão em fase de desarticulação.

O secretário de Segurança de Mato Grosso, Gustavo Garcia, acredita que até amanhã o fluxo estará normal. Ele explica que algumas medidas foram tomadas no final da tarde desta quarta-feira (30.05) para resolver de vez o problema. Uma delas foi o envio de caminhões prancha, que serão utilizados para remover os tratores e colheitadeiras estacionados no meio da via por agricultores e pecuaristas solidários a greve dos motoristas, que caminha para o 10º dia.

Desde que os impactos começaram a surgir, o governo tem recebido diversos setores produtivos para tentar minimizar os problemas. Na tarde de terça-feria (29.05), foi a vez do Sindicato das Indústrias de Frigorífico de Mato Grosso e Rondônia. Eles reivindicaram apoio para o escoamento dos produtos, que lotam as câmaras frias e impedem novos abates.

O secretário-executivo da entidade, Jovelino Borges, explica que apenas no caso da carne bovina, são 52 mil toneladas estocadas nos 27 frigoríficos em funcionamento de Mato Grosso. A quantidade é grande e não engloba as indústrias que trabalham com aves e suínos, que também passam pelo mesmo problema.

Em todas as unidades, os caminhões esperam a liberação das rodovias para dar início ao escoamento. Somente a JBS, tem 90 veículos aguardando a desobstrução das vias. “Os prejuízos são incalculáveis. São 20 mil empregados diretos que estão em casa esperando para retornar ao trabalho. Isto sem contar nos trabalhadores indiretos, que somam mais 40 mil. As comprar e vendas também estão suspensas e mesmo se tudo for liberado hoje, os empresários levariam cerca de três dias para conseguir entregar o produto nos portos”.

A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, Daniella Bueno, explica que a situação é crítica porque muitos animais estão morrendo na granja porque todo o fluxo está parado e os compradores, mais de 97% de fora do estado, estão sem receber as cargas.

Além de pedir a ajuda da segurança para a liberação das estradas e a criação de rotas alternativas para desafogar os frigoríficos, Bueno solicitou informações do Exército e da Polícia Rodoviária Federal sobre o caminho até os portos de Santos e Paranaguá, onde os produtos são entregues.

Atualmente, ainda estão nas estradas mato-grossenses cerca de 150 manifestantes, mas a maior parte dos grupos já inicia a dispersão.





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