Pular para o conteúdo
Voltar

Algodão

Algodão



Algodoeiro

O algodoeiro é uma planta da família das malváceas cuja espécie Gossypium hirsutum L. é a mais cultivada para produção de pluma utilizada pelas indústrias têxteis e representa 75% das fibras naturais, e possui um enorme significado econômico e social para a agricultura brasileira.

A Índia foi o primeiro país do mundo a cultivar o algodão para fabricação de tecidos (1.500 anos a.C.), sendo introduzido na China, mil anos depois. No século IV a.C. foi levado para a Europa. Na América pré-colombiana, o algodão já era usado pelos índios, principalmente na fabricação de redes.

No Brasil, quando da chegada dos portugueses, já se cultivava o algodão. No século XVIII, esta cultura tomou grande impulso no Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia.

A cultura do algodão teve seu primeiro grande ciclo no estado de Mato Grosso a partir do final da década 1980 sendo que atualmente o Estado é o maior produtor nacional de algodão com uma área de aproximadamente 1,1 milhão de hectares cultivados INDEA (2019), representando mais de 66% da Produção nacional da fibra, representando para a economia 16% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado IMEA (2019).

Bicudo do Algodoeiro

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis, Boheman) é a praga de mais difícil controle para a cultura do algodoeiro o qual tem se tornado cada vez mais complexo com o uso de variedades transgênicas, dificultando a eliminação dos restos culturais e mantendo elevadas populações da praga no sistema de cultivo.

Esta praga é nativa do México e segundo dados da EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, foi descrito o primeiro relato oficial de sua ocorrência no Brasil, no ano de 1983, na região de Campinas/SP e à época, já se acreditava que se constituía na principal praga da cultura, devido aos danos provocados e dificuldade de controle, estando amplamente distribuída nas regiões algodoeiras do país, em grande parte por ter se adaptado muito bem à vegetação nativa, encontrando fonte de alimentação para sua sobrevivência na ausência de plantas de algodão.

No estado de Mato Grosso, o bicudo-do-algodoeiro foi detectado pela primeira vez em junho de 1993, nos municípios de Mirassol d’oeste e Cáceres, e posteriormente novos ataques foram registrados em Campo Verde e Dom Aquino e em seguida Primavera do Leste, Poxoréo, Santo Antônio do Leste e Novo São Joaquim.

Abaixo, podemos visualizar os principais acontecimento desde aparecimento do bicudo do algodeiro no Brasil e suas ações de controle.

As medidas fitossanitárias visam estabelecer um controle efetivo do bicudo-do-algodoeiro, fundamentadas nas características de ocorrência da praga no Estado de Mato Grosso, sua distribuição geográfica e dificuldade de controle.

Para tanto, o estado de Mato Grosso, estabeleceu através da Instrução Normativa Conjunta SEDEC/INDEA-MT 001/2016 as seguintes medidas fitossanitárias:

  • Cadastro de propriedades produtoras de algodão até o dia 15 de março;
  • Vazio sanitário da cultura, de 1° de outubro à 30 de novembro para a região I e de 15 de outubro à 14 de dezembro para a Região II;
  • Destruição dos restos culturais até o dia 30 setembro para a Região I e até o dia 14 de outubro para a Região II;
  • Controle do bicudo-do-algodoeiro;
  • Acondicionamento das cargas e no transporte; e
  • Plantio excepcional do algodoeiro.

Excepcionalmente, durante o vazio sanitário, poderão ser autorizados plantios de algodoeiros, com a finalidade de Pesquisa Científica para melhoramento genético, avanço de gerações de linhagens de algodoeiro e produção e multiplicação de sementes pré-genéticas e genéticas, pelas Instituições de Pesquisas estabelecidas no estado de Mato Grosso. O requerimento deve ser preenchido conforme modelo padrão (Requerimento), e protocolado na Unidade Local do INDEA/MT, até o dia 31 de janeiro de cada ano.

Principais datas relativas ao bicudo do algodoeiro

1983

Primeiro registro do Bicudo-do-algodoeiro no Brasil

1993

Primeiro registro do Bicudo-do-algodoeiro no Mato Grosso

1993

Portaria nº 26, de 21 de junho de 1993, que disciplina o trânsito de algodão em caroço, sementes resíduos de beneficiamento, bem como qualquer material e/ou equipamento utilizados na cultura.

2001

Constatação do Bicudo-do-algodoeiro nas regiões Sul e Centro-Leste do Estado

2001

Portaria nº 13, de 22 de junho de 2001, que institui o programa de controle do Bicudo-do-algodoeiro no Estado de Mato Grosso.

2002

Portaria nº29, de 05 de abril de 2002, que estabelece medidas fitossanitárias para prevenção e controle do Bicudo-do-algodoeiro no estado do Mato Grosso

2004

Portaria nº 001, de 04 de março de 2004, que revoga a Portaria 29/2002, e estabelece a área caracterizada como livre do Bicudo-do-algodoeiro e os limites entre a zona tampão e a área infestada.

2005

Constatação do Bicudo-do-algodoeiro na região Norte (Lucas do Rio Verde, Sorriso, e Nova Mutum)

2005

Instrução Normativa nº 001, de 11 de maio de 2005, que dispõe sobre as medidas fitossanitárias para prevenção e controle do Bicudo-do-algodoeiro no Mato Grosso.

2005

Instrução Normativa nº 003 de 11 de outubro de 2005, normas para plantio e destruição de restos culturais do algodoeiro no estado de Mato Grosso

2007

Instrução Normativa Conjunta SEDER/INDEA-MT nº 001/2007

2008

Decreto Estadual nº 1.524, de 20 de Agosto de 2008.

2009

Instrução Normativa Conjunta SEDEC/INDEA-MT nº 005/2009 (aperfeiçoa as medidas de controle)

2016

Instrução Normativa Conjunta SEDEC/INDEA-MT nº 001/2016 (aperfeiçoada as medidas de controle, e cria o conceito de plantas com risco fitossanitário).



Sanidade Vegetal
Todos os Serviços