Pular para o conteúdo
Voltar

Raiva dos Herbívoros, EEB e Scrapie

Raiva dos Herbívoros, EEB e Scrapie



O que é raiva?
É uma doença que afeta o sistema nervoso central, não tem cura, causada por um vírus, que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos.
Considerada uma das zoonoses de maior importância em saúde pública, não só por sua evolução drástica e letal, como também por seu elevado custo social e econômico.


Como a Raiva é transmitida?
O principal transmissor da raiva dos herbívoros é o morcego hematófago Desmodus rotundus.
O morcego DOENTE elimina o vírus pela saliva quando se alimenta de sangue dos animais, ou dos seres humanos.


Como os animais contrai a raiva?
A raiva é transmitida aos animais pela inoculação do vírus rábico, contido na saliva do vampiro. Qualquer animal contaminado pela raiva, seja ele cachorro, gato, cavalo, bovino, suíno, bem como os próprios morcegos, será capaz de transmiti-la ao homem.


Quais são os sinais clínicos nos animais?
Isolamento do rebanho, andar cambaleante, dificuldade de urinar e defecar, dificuldade de engolir (sensação de engasgo), paralisia dos membros traseiros, bate contra objetos, dificuldade para levantar, deita em decúbito lateral, movimentos de pedalagem e morte. A morte ocorre entre 3 a 7 dias após o aparecimento dos sinais clínicos.


Atenção produtor rural.
Quando o animal apresentar esses sinais clínicos, recomenda-se não ter contato direto com ele.
Se o animal apresentar sensação de engasgo, nunca introduza a mão na boca de animais suspeitos de raiva, pois pode se infectar com o vírus da raiva.
Não tente capturar morcegos. O INDEA/MT possui equipes de captura treinadas e imunizadas para este tipo de trabalho.


Como é feito o controle?
O INDEA/MT realiza o controle do vampiro Desmodus rotundus transmissor da raiva. Esta atividade é realizada exclusivamente pelo serviço veterinário oficial (INDEA/MT).
Cuidado pessoal! O morcego também pode transmitir a raiva para o homem. Por isso, NUNCA toque em morcegos.


Conheça alguns esconderijos dos morcegos:

  • Ocos de árvores;
  • Cavernas;
  • Fendas de rochas;
  • Furnas;
  • Túneis;
  • Casas abandonadas;
  • Poços d’água;
  • Telhados e porões;
  • Pontes.

* Os morcegos são protegidos por lei, apenas pessoas autorizadas podem capturar ou manusear estes animais.


Existe tratamento?
Não há tratamento.


Qual o papel do produtor no controle da doença/Como você pode ajudar no controle da raiva?

  • Vacinar seu rebanho contra a raiva e comunicar ao INDEA/MT imediatamente. Os animais vacinados pela primeira vez devem ser revacinados 30 dias após a primeira dose, depois vacinar anualmente.
  • Notificar ao INDEA/MT a existência de animais com mordedura por morcegos, para que realize captura e controle do vampiro.
  • Notificar presença de abrigos de morcegos em sua propriedade.
  • Notificar presença de animais com sinais de doença nervosa.

 

LEGISLAÇÃO e MANUAIS

Legislaçoes sobre Raiva Herbivoros

MANUAL TÉCNICO DE CONTROLE DA RAIVA DOS HERBÍVOROS

PROCEDIMENTOS PARA VIGILÃNCIA DE DOENÇAS NERVOSAS EM RUMINANTES A CAMPO RAIVA E ENCEFALOPATIAS ESPONGIFORMES TRANSMISSÍVEIS

 

Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB

 

O que é EEB?
A Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como doença da Vaca Louca, é uma doença do sistema nervoso dos bovinos, caracterizada clinicamente por mudança de comportamento, andar cambaleante, paralisia e sempre leva à morte.
Além da morte dos animais e risco de transmissão ao homem, outro grande prejuízo da doença é a restrição a exportação brasileira de carne bovina.


Como ocorre a transmissão?
A doença é transmitida através da ingestão de alimentos contendo farinhas de carne e ossos provenientes de carcaças infectadas pelo príon. Por isso, para se evitar a doença, não se deve alimentar ruminantes (bovinos, caprinos, bubalinos e ovinos) com produtos
de origem animal. Neste item, destacamos a importância de não utilizar a cama de aviário e dejetos de suínos como alimentos para ruminantes, pois a ração desses animais recebe proteína de origem animal, e os restos dessas rações juntamente com as partículas não
digeridas que saem nas fezes, podem veicular o agente da EEB, caso presente. Por isso, desde o ano de 1996 temos restrições aos ingredientes nos alimentos dos ruminantes no Brasil. Atualmente a Instrução Normativa MAPA no 08, de 25/03/2004, proíbe alimentar
ruminantes com proteínas e gorduras de origem animal, (exceto lácteos, dentre outros produtos), sendo que a cama de aviários e resíduos da criação se enquadram nessa proibição.


Como são realizadas as fiscalizações?
Para se evitar a introdução da doença no país toda a cadeia produtiva (matadouros, graxarias, fábricas de ração e propriedades rurais) é fiscalizada para garantir que as medidas adotadas estejam sendo cumpridas adequadamente.


O que ocorre com os animais que tiveram acesso à alimentos contendo proteína de origem animal proibido ou a cama de aviário?
Conforme a Instrução Normativa MAPA no 41, de 8/10/2009, os ruminantes deverão ser identificados e o proprietário do rebanho terá 30 (trinta) dias para providenciar o abate em estabelecimento com serviço de inspeção, caso contrário a destruição será realizada por fiscais, e nesse caso o produtor não receberá nenhuma indenização e ainda arcará com os custos dessa destruição.

 

Como se prevenir da EEB?

  • Não forneça aos ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e outros) proteínas de origem animal, inclusive a cama de aviário, os resíduos da exploração de suínos,farinhas de animais e qualquer outra fonte de alimento que contenha proteínas de origem animal.
  • Antes de alimentar ruminantes com rações, concentrados e suplementos protéicos, confira no rótulo destes produtos se não se encontram os dizeres: “Uso proibido na alimentação de ruminantes”.
  • Adquirir ração de estabelecimentos com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e caso prepare ração, concentrados e suplementos protéicos em sua propriedade, deve ter a certeza de que utilize proteínas de origem vegetal para os ruminantes. Mantenha estes alimentos controlados e separados, para não haver risco de contaminação no transporte, na armazenagem, na pesagem e no próprio cocho dos animais.
  • O composto de resíduos de origem animal e da criação de animais (cama de aves, esterco de aves ou de suínos) tem uso permitido em pastagens e capineiras apenas com incorporação ao solo. No caso de pastagens, permitir o pastoreio somente após 40 dias depois da incorporação ao solo. Uso proibido na alimentação de ruminantes, armazenar em local protegido do acesso desses animais.
  • Se você notar um animal com sinal de doença do sistema nervoso, como alteração do comportamento, dificuldades de locomoção, paralisia, andar cambaleante, entre outros, avise o INDEA/MT mais próximo da sua propriedade.

LEGISLAÇÃO

Legislaçoes sobre Encefalopatia Espongiforme Bovina

 

SCRAPIE OU PARAPLEXIA ENZOÓTICA DOS OVINOS


O que é Scrapie?

É uma doença de caráter neurodegenerativo, progressivo e fatal que acomete caprinos e principalmente ovinos. O nome scrapie vem da expressão inglesa “to scrape against something” que significa “esfregar-se contra alguma coisa”.

Como a doença é transmitida aos animais?
Ovinos e caprinos usualmente contraem o agente infeccioso da scrapie por ingestão de placenta ou fluidos contaminados, sendo a transmissão materna o modo principal de disseminação do agente.

Quais são os sinais clínicos?
Os sinais da doença normalmente aparecem de 2 a 5 anos após contato com o agente. O animal infectado pode apresentar:

  • Prurido;
  • Hiperexcitabilidade;
  • Ranger de dentes;
  • Incoordenação motora;
  • Caquexia;
  • Paralisia;
  • Movimento excessivo;
  • Tremores e convulsões.

Até o momento, não existe vacina ou tratamento para essa doença.

Como prevenir a Scrapie?

  • Não importar ovinos e caprinos, ou outros produtos de risco para a doença, de países onde a doença é enzoótica;
  • No caso de animais com sinais clínicos de doença nervosa, notificar o INDEA/MT imediatamente;
  • A nível de rebanho, algumas medidas adicionais podem ser empregadas, como:
  1. Controle do manejo reprodutivo: utilizar um local específico para a parição, de preferência em compartimento individual com piso cimentado;
  2. Logo após o parto, os restos placentários devem ser retirados e incinerados, de maneira a evitar o contato de outros animais com estes materiais;
  3. Manter um banco de dados sobre a entrada e saída de animais do rebanho, o que é de grande importância para uma futura investigação epidemiológica e a rastreabilidade dos ovinos no caso de ocorrência da doença na propriedade

 

LEGISLAÇÃO

Legislações sobre SCRAPIE

 



Sanidade Animal
Todos os Serviços