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MT vai suspender vacinação contra a febre aftosa a partir de 2023

A meta do Ministério da Agricultura é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026
Assessoria | Indea

Chico Valdiner- (Gcom/MT)
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Mato Grosso conseguiu avançar na situação sanitária da febre aftosa. O Estado está apto a suspender a vacinação após a etapa de novembro de 2022. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes e o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, durante a abertura da 87ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG) no sábado (30).

Além de Mato Grosso, outros cinco estados brasileiros também conseguiram evoluir o status sanitário e suspender a vacinação a partir de 2023. Há 26 anos Mato Grosso não registra nenhum caso da doença.

Em março, o Indea passou por auditoria do Mapa para avaliar se o órgão implementou o plano de ação que visa ajustar as não conformidades apontadas na auditoria realizada em maio de 2021. 

A presidente do Indea, Emanuele Almeida, disse que a autarquia buscou cumprir integralmente os apontamentos. Além disso, destacou que houve apoio do Governo de Mato Grosso com a realização do concurso público para aumentar o número de servidores, além da aquisição de novas caminhonetes para dar melhores condições aos servidores no interior.

Além disso, há a parceria com os fundos para a aquisição de equipamentos, mobiliário e reforma das unidades do Indea.

“O fim da vacinação, além da redução do custo com a aquisição da vacina, haverá a valorização da carne mato-grossense, além da abertura de novos mercados com o avanço para o melhor nível sanitário existente”, diz citando como exemplo, o mercado europeu, Coreia do Sul e Japão. 

O coordenador de Sanidade Animal do Indea, Felipe Peixoto, agradeceu o empenho dos servidores pela dedicação a chegar a esse resultado.

“O status internacional almejado, fortalecimento do serviço veterinário oficial e a melhoria dos níveis de avanço de cada atividade/programa, mensurados a cada auditoria Quali-SV, ainda demandam muito trabalho e dedicação, porém não há dúvida da competência e dedicação de todos nesse processo”, comentou.

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

 A meta do Ministério da Agricultura é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.