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Governador assina protocolo que prevê ações integradas no setor do agronegócio

Objetivo é viabilizar a retirada da vacina contra aftosa na região da divisa entre os Estados de Mato Grosso e Rondônia e ainda compartilhar pesquisas e ações de fomento às cadeias produtivas.
Caroline Rodrigues | Sedec-MT

Documento foi assinado por Mauro Mendes durante o 2º Reunião dos Fundos Emergenciais para a Saúde Animal - - Foto por: Foto por: Tchelo Figueiredo | Secom-MT
Documento foi assinado por Mauro Mendes durante o 2º Reunião dos Fundos Emergenciais para a Saúde Animal -
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O governo de Mato Grosso irá realizar uma série de ações conjuntas com o Estado de Rondônia no setor de agropecuária, principalmente ligadas à sanidade animal e vegetal. A parceria está focada inicialmente na fiscalização e vigilância veterinária para a febre aftosa, já que a vacinação contra a doença será retirada da região de divisa entre os estados de Mato Grosso e Rondônia este ano, conforme previsto no calendário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Mas também existe o interesse em se fomentar outras cadeias e ainda viabilizar a troca de tecnologia. Para oficializar a situação, o governador Mauro Mendes assinou um Protocolo de Intenções entre os estados na tarde de terça feira (19), durante a 2º Reunião dos Fundos Emergenciais para a Saúde Animal. O evento está sendo realizado no Hotel Odara e tem programação até esta quarta feira (20).

De acordo com Mendes, a união é importante porque os estados têm negócios em comum e ainda sofrem com as mesmas dificuldades, entre elas, a questão da logística. Com a parceria, ele acredita que será possível otimizar os recursos e fortalecer a economia. “Temos uma sinergia muito forte com o estado vizinho e temos que aproveitar e dar mais um passo em direção a novos mercados internacionais”.

Os mercados que pagam mais pelo produto querem o animal sem vacina, como exemplo os Estados Unidos e Japão. O secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, explica que os compradores pagam melhor e por isso, exigem mais. “Precisamos trabalhar juntos porque algumas fazendas estão parte em nosso estado e parte em Rondônia. É impossível gerir a retirada sem a cooperação”.

Miranda esclarece que Mato Grosso está muito tempo livre da doença, possui reconhecimento internacional de livre de febre aftosa com vacinação, e precisará se esforçar para conquistar um território sem vacinação.  Mas ele lembra que as barreiras serão mais rígidas, especialmente quanto ao transito de animais, e também haverá um aumento da vigilância Veterinária na região que inclui Rondônia, o município de Rondolândia (MT) e ainda parte de Juína (MT), Aripuanã (MT), Colniza (MT) e Comodoro (MT).

Já para o secretário de estado de Agricultura de Rondônia, Evandro César Padovani, a parceria pode ir além da pecuária e atingir outras cadeias produtivas do agronegócio. Ele afirma que existe o interesse em compartilhar pesquisas e experiências nas áreas de piscicultura, suinocultura e cafeicultura, por exemplo.

Outra vertente é a oferta de assistência técnica aos pequenos produtores na região de divisa, pois alguns rondonienses estão muito distantes das bases do Estado e o mesmo acontece com os mato-grossenses que estão mais perto de Rondônia.

Como será a retirada da vacina

O Mapa dividiu o país em 5 blocos e este será o primeiro a suspender a imunização. Todo trabalho será coordenado pela União e pelos estados, sendo que Mato Grosso esta inserido no bloco no 5º bloco, e participará como zona do bloco I. O Plano Estratégico 2017 -2026 do pnefa, prevê a retirada da vacinação em todo o Brasil.


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